Apresentação
Após algum tempo de experiência com índices setoriais, a Bolsa
de Valores de São Paulo decidiu lançar seu segundo índice
representativo de um setor específico da economia brasileira, o
Índice Setorial de Telecomunicações (ITEL).
A BOVESPA considera que, decorridos alguns anos da cisão e da
privatização da Telebrás (efetuada em julho de 1998), o setor de
telecomunicações já concluiu a maior parte das reestruturações
acionárias que eram esperadas como etapa seguinte à
privatização, já permitindo, dessa forma, a mensuração
consistente da negociação das empresas desse importante setor.
Tendo essa consistência em vista, a BOVESPA fixou a base de
1.000 pontos do ITEL para a data de 30 de dezembro de 1999,
quando então as empresas resultantes da cisão da Telebrás já
estavam sendo negociadas há aproximadamente um ano.
Seguindo experiências mais recentes de índices
internacionais, a BOVESPA resolveu adotar para o cálculo do ITEL
a ponderação por "free float" (quantidade de ações em
circulação). A ponderação de um indicador pelo valor de mercado
das ações em circulação permite que o índice represente o
comportamento dos papéis realmente disponíveis à negociação, o
que facilita a montagem de carteiras referenciadas no índice
pelo investidor e permite um melhor acompanhamento de seu
desempenho.
Além dessa característica, a BOVESPA estabeleceu um limite de
capitalização de 20% para cada companhia componente da carteira.
Tal critério foi adotado para evitar que uma empresa com elevado
valor de mercado possa ter um papel extremamente preponderante
no desempenho do índice, prejudicando o reflexo do desempenho
dos demais papéis. |